Espirituialidade e Missão
Espirituialidade e Missão

A graça da vocação é uma iniciativa amorosa de Deus: "Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi" (João 15,16)

Vocação Religiosa

O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas compromisso. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.


Os religiosos vivem:


a) Como testemunhas radicais de Jesus Cristo;

b) Como sinais visíveis de Cristo libertador;

c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs;

d) A total partilha dos bens;

e) O amor sem exclusividades;

f) A consagração a um carisma específico;

g) Numa comunidade fraterna;

h) A dimensão profética no meio da sociedade;

i) Assumem uma missão específica;

Vocação e missão. É tudo igual?

Em latim, vocação significa “chamar”. Sendo assim, Deus chama a mim, a você, ao nosso grupo, nos convidando ao serviço, à doação, à entrega. Nesse chamado, o que Ele mais quer é que nós estejamos junto d'Ele, de Seu Filho Jesus e do Espírito Santo, participando do amor dessa Família do céu e da nossa comunidade. O Todo-poderoso nos chama, mas nos dá também os carismas e as qualidades de que precisamos para assumir esse chamado.


A palavra missão também vem do latim e significa "enviar". É Jesus quem nos envia, como Ele mesmo falou: “Vão e façam meus discípulos todos os povos, ensinando a respeitar tudo o que vos ensinei” (cf. Mt 28,19-20). Não existe chamado sem missão, como também não existe missão se não houver quem possa realizá-la. Explicando melhor: a vocação, como vimos, é um chamado de Deus para servirmos a todos os irmãos. Esse serviço é a missão. Podemos concluir que vocação e missão não são a mesma coisa, mas elas estão muito ligadas, sendo consequência uma da outra.

Vocação de Isaías (Is. 6,1-10)

 

* 1 No ano que morreu o rei Ozias, eu vi o Senhor sentado num trono alto e elevado. A barra do seu manto enchia o Templo. 2 De pé, acima dele, estavam serafins, cada um com seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam. 3 Eles clamavam uns para os outros: "Santo, Santo, Santo é Javé dos exércitos, a sua glória enche toda a terra". 4 Com o barulho das aclamações, os batentes das portas tremeram e o Templo se encheu de fumaça. 5 Então eu disse: "Ai de mim, estou perdido! Sou homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros, e meus olhos viram o Rei, Javé dos exércitos".
6 Nesse momento, um dos serafins voou até onde eu estava, trazendo na mão uma brasa que havia tirado do altar com uma tenaz. 7 Com a brasa tocou-me os lábios, e disse: "Veja, isto aqui tocou seus lábios: sua culpa foi removida, seu pecado foi perdoado".
8 Ouvi, então, a voz do Senhor que dizia: "Quem é que vou enviar? Quem irá de nossa parte?" Eu respondi: "Aqui estou. Envia-me!" 9 Ele me disse: "Vá, e diga a esse povo: Escutem com os ouvidos, mas não entendam; olhem com os olhos, mas não compreendam! 10 Torne insensível o coração desse povo, ensurdeça os seus ouvidos, cegue seus olhos, para que ele não veja com os olhos nem ouça com os ouvidos, nem compreenda com o seu coração, nem se converta, de modo que eu não o perdoe".

Vocação de Maria ( Lc 1,26-38)

VOCAÇÃO DE MARIA

26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. 27 Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava, e disse: "Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!" 29 Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. 30 O anjo disse: "Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. 31 Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. 32 Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, 33 e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim." 34 Maria perguntou ao anjo: "Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?" 35 O anjo respondeu: "O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. 36 Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. 37 Para Deus nada é impossível." 38 Maria disse: "Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra." E o anjo a deixou.

Vocação de André, Simão, Tiago e João (Mc. 1, 16-20)

 

16 Ao passar pela beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André; estavam jogando a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus disse para eles: "Sigam-me, e eu farei vocês se tornarem pescadores de homens." 18 Eles imediatamente deixaram as redes e seguiram a Jesus.
19 Caminhando mais um pouco, Jesus viu Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes. 20 Jesus logo os chamou. E eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados e partiram, seguindo a Jesus.

Irmãs Beneditinas da Providência Q 42 casa 52 S. Leste Gama

 

 

 

 

 

 

 


 

Espirituialidade e Missão

O Instituto tem como finalidade: a gloria de Deus, reconhecido na nossa historia e procurado através da nossa santificação no fiel seguimento de Cristo mediante os Votos de Castidade, Pobreza e Obediência, na conformidade a maneira de viver de S. Benedita, na vida fraterna em comum e nas varias formas do apostolado próprio do nosso Instituto.

 

 

Nós, irmãs Beneditinas da Providência, nos qualificamos pela espiritualidade do abandono na Amorosa Providência e a nossa primeira tarefa é a total dedicação a Deus na procura constante de aprofundar,apresentar e testemunhar os sinais da sua Presença e no ser dóceis instrumentos do seu amor providente, sabendo que “no abandono confidente esta a nossa força”.

 
O nosso Instituto tem fisionomia apostólica caritativa. Segundo o espírito das bem-aventuranças, vivido da Fundadora, as irmãs servimos a Deus trabalhando pela salvação do próximo, particularmente acolhendo as crianças e jovens carentes ou com dificuldades; na educação, na instrução e na formação integral dos jovens, com particular atenção aos abandonados e carentes de meios econômicos; no esforço pela promoção humana e cristã da família; no serviço as pobres e a os que sofrem.
 
Esta nossa inicial missão apostólica educativa, a queremos conservarno tempo com fidelidade e vigilância, com renovada sabedoria nas obras e na abertura para com as novas formas de atuá-la, sabendo de ser “instrumentos” os menos adequados, para obrar o maravilhoso prodígio “educativo”, mas escolhidas por Deus para o Servir em uma obra “tão excelente e santa”, que Ele mesmo cria e promove.     

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